terça-feira, agosto 10, 2010

Vai um crepe? Estou mesmo a chegar...

(à chegada a Mumbai, foto tirada ao monitor do meu lugar )

Para as amigas. Porque percebem.
Pelo programa que adoro, pelo sentimento de não-originalidade nem do lugar, nem da ementa, nem do encontro, nem dos assuntos. É bom! Sempre com Chaplin para mim! :)

domingo, agosto 08, 2010

sexta-feira, agosto 06, 2010

Apresento-vos...

pneumoultramicroscopicossilicovulcanoniótico

a palavra portuguesa mais comprida!

O que foi feito do superescalifragifiliexpialidoso?...

terça-feira, agosto 03, 2010

as she goes in a store



"as she goes in a store
with a thought she has caught
by a thread"
 
Bem bom!
É isso e o "espelho de água". E os olhos de água.
E o ventinho... um vento antes da partida para relembrar que tudo vem e volta.
Eu espero voltar.  Para poder usar casaquinhos outra vez...
 
"And she fights for her life
as she puts on her coat"

domingo, agosto 01, 2010

"Sorri-lhe e saboreei com calma o magnífico café. A rapariga apertava as mãos e cerrava os dentes, lançando olhares furtivos às páginas do seu conto que eu colocara sobre a mesa, viradas para baixo. Aguentou um par de minutos sem abrir a boca.
- Que tal? - perguntou por fim.
- Soberbo.
O seu rosto iluminou-se.
- O meu conto?
- O café.
Olhou para mim, magoada, e levantou-se para arrumar as folhas.
- Deixa-as onde estão - ordenei.
- Para quê? É evidente que não gostou e acha que eu sou uma pobre idiota.
- Não disse tal coisa.
- Não disse nada, o que é pior.
- Isabella, se queres mesmo dedicar-te a escrever, ou pelos menos a escrever para que outros te leiam, vais ter de te habituar a que às vezes te ignorem, te insultem, te desprezem e quase sempre te mostrem indiferença. É uma das vantagens do ofício.
Isabella baixou os olhos e respirou profundamente.
- Eu não sei se tenho talento. Só sei que gosto de escrever. Ou, melhor dizendo, que preciso de escrever.
- Mentirosa.
Ergueu o olhar e fitou-me com dureza.
- Muito bem. Tenho talento. E tanto se me dá como se me deu que o senhor ache que não o tenho.
Sorri.
- Isso já me agrada mais. Não podia estar mais de acordo."


(O Jogo do Anjo, Carlos Ruiz Zafón)

Para quem me questionou se já vou com cinco páginas escritas... no mínimo! =)

domingo, julho 25, 2010

Vera Mantero II

Definitivamente, e se não for mais nada que alcance, os títulos das obras são um tanto.

Fica como reflexão também
(para que saibamos estar em silêncio,
mas queiramos sair da escuridão.
Ou parar de olhar para a luz que nos cega.):

"Para onde vai a luz quando se apaga?"

sexta-feira, julho 23, 2010

Vera Mantero com Palhaçadas sérias do Zé


                                 "Vamos sentir falta de tudo aquilo que não precisamos..."


É o nome da Obra que fui ver muito a medo. Apenas porque nunca tinha percebido esta coreógrafa/bailarina. Ao ponto de olhar com ar de gozo, para quem me desafiou, pois achei que nunca iríamos perceber. Como se a Arte fosse como tudo o resto que tentamos entender...

O que é certo é que muita gente saiu a maldizer o preço que pagou, outros em êxtase como em todas as obras dela que elogiam. E eu, finalmente, entendi que a Arte depende mais de mim do que do autor. Do meu estado de espírito, da minha abertura.

Naquele dia, com a nossa conversa sobre a Vida
(qual menina vistosa em aldeia invejosa da sua juventude e beleza e sociabilidade com o género masculino),
mais falada não há, sobre o não haver mal em não sabermos o passo a seguir, em não querermos a vida igual à dos outros, em conquista de nós mesmos
(longe eu de saber que ia mesmo decidir pelo passo que vou tomar)

Sei que a mim "Vamos sentir falta de tudo aquilo que não precisamos..." fez-me todo o sentido pelo desprendimento, pelo esvaziar das nossas cabeças, dos nossos pré-conceitos, para me aperceber que perdemos muito tempo com o menos importante, que não deixamos a cabeça ocupar-se do que é essencial e necessário, que tantas vezes vivemos adormecidos em sociedade, o que automaticamente anula o sentido de viver em sociedade...

O espectáculo, longo em desespero e repetição, punha seis pessoas em palco, uma de cada vez, a levar cabeças de manequim e a tirar de lá de dentro,
espalhando num chão cada vez mais caótico e colorido e confuso e familiar
tudo aquilo do qual as cabeças se ocupavam: carros, cartões, rebuçados, molas, bolas...
Não teve praticamente palavras, apenas uma música brasileira (e que infelizmente não consegui identificar...) lá para o final. Uma mensagem final de esperança, de não entrar em desespero, de não andar a correr quando o destino é "lado nenhum".


Foi em Junho, mês das cerejas e das conversas infindáveis e inconcluídas... sete anos depois.
Abraço palhaço, Palhaço!

quinta-feira, julho 22, 2010

"Se admitirmos que a vida humana pode ser regida pela lógica, a própria possibilidade da vida é destruída."






(Christopher McCandless, Into the Wild)