sábado, setembro 05, 2009

If God Will Send His Angels

Este rascunho estava há muito por aqui... Faltava a imagem.


Gosto muito de vocês! Obrigada por este anjo e pelas lições de Amor e Paciência.

U2 Video aqui.

quarta-feira, julho 01, 2009

Um castelo

(a mim,
em celebração dos 27)














Sou um castelo!

Um castelo com muitas ameias que convidam a espreitar ou apenas a sentar para olhar a paisagem.
Tem uma porta escancarada para quem vier por bem e um alçapão sem fundo para guardar o que de pior tenho e só trazer para fora quando quero afastar monstros feios =)

As pedras que parecem frias e parecem obstáculos escondem sonhos, cor e surpresas no interior. De dentro ouve-se a música das festas medievais e espero um dia ser visitado como um monumento de belas histórias e boas lembranças.

Foi construído devagar, de forma pensada, para proteger os maiores tesouros (amigos, sonhos e risadas) e as pessoas que cá estão dentro (e ainda bem que são muitas!). Houve momentos em que algumas pedras caíram e fizeram vítimas, outros dias em que se construíram de uma assentada paredes inteiras.

Tenho uma torre de vigia que representa a cautela e a ponderação. Mas também a mesma torre da princesa que contém os sonhos e a coragem de alguém que quer é ser o cavaleiro!

Também os castelos têm caminho, também eles fazem parte da história sem se angustiarem. Represento batalhas mas também represento a força. Represento a luta, mas também contenho todo o Amor dos que por mim passam.

Partilho convosco algumas das 27 coisas de que mais gosto:

1- Tu
2- Eu
3- Sobrinhos
4- Livros
5- Passear
6- Beijinhos na boca
7- Banhos de mar
8- Sol a rasgar
9- Musica
10- Amélie Poulain
11- Grávidas e os piolhos que trazem dentro
12- Que me ensinem
13- Desafios
14- Dançar
15- Cafoné
16- De ser arrebatada
17- De ficar desarmada
18- De pisar erva com os pés descalços
19- De bancadas de frutas e legumes
20- De mercados
21- De surpresas
22- De me espantar
23- De rezar
24- De andar de mão dada
25- Crepes com amigas
26- De mergulhar bem fundo
27- E de começar de novo!

segunda-feira, junho 22, 2009

Orwell

«...uma luta horrível, esgotante, como um ataque prolongado de uma doença dolorosa.»

Referindo-se ao acto de escrever um livro! Orwell. (ou em bom português, "ora bem"...)

quinta-feira, junho 11, 2009

"Sempre chegaremos ao lugar onde nos esperam..."

Não tenho a certeza, mas creio ter lido isto à entrada de um livro de Saramago...
A mim, reconfortou-me.

sexta-feira, junho 05, 2009

"O futuro é o que há de pior no presente"
Gustave Flaubert


então o passado... UI!

domingo, maio 31, 2009

Andei (re)Sumida














(Porto Côvo Set2008)

"Não sei que preferir
A beleza das inflexões
Ou a beleza das simulações
O assobio do melro
Ou logo a seguir"

Wallace Stevens

(que bom tropeçarmos nestes pedaços de quando em vez!)

quarta-feira, novembro 12, 2008

dEsCoNsTrUiR sOnHoS

Para que eu tropece um dia nas minhas próprias palavras e possa também fazer-lhes justiça.


"Proponho-te um outro verbo: DESCONSTRUIR.
Porque os sonhos não se destroem! Nunca.Seria desumano e impossível.
Os sonhos desconstroem-se para que os percebamos e para que olhemos para dentro deles. A questão é essa! Habituamos-nos a olhar para "o meu sonho", e vê-lo como uma divisa, um poster, uma marca e... uma limitação. E não é isso que queremos!
Desconstrói, pois então! E principalmente, quando chegares ao teu próprio sonho, à sua origem e essência... arrisca-te a ser! Sê o teu próprio sonho!
Verás que acaba por não custar. Porque como tão bem sabes e vives... é muito bom viver! E aquilo a que chamas custar faz parte!
Claro que para isto é preciso coragem, ânimo (anima, em latim, que quer dizer alma ;)) e desprendimento.
Diz-me agora, amigo meu (que ainda tão pouco conheço mas sei!), faltar-te-á algumas destras três forças?
Beijo!"


Para o André. Para mim.

terça-feira, novembro 11, 2008

S. Martinho

Seria mesquinha...?
Seria mázinha...?
Seria picuinhas...?
Seria má-língua...?
Seria abusada...?
Seria injusta...?
Seria conspirativa...?
Seria tonta...?
Seria intransigente...?
Seria infeliz...?
Seria indelicada...?
Seria mentirosa...?
Seria impaciente...?

[Serei perseguida...?]


... se dissesse que quase apostava (e este quase é meramente inútil :)), que nos papelotes de castanhas, existe uma com bicho, numa proporção de 1/6?

Até parece que os imagino todos contentes a pôr em montes separados e a escolherem uma do monte e o resto das boas... =P
Mas não deixei de as comer... e juro que, pela primeira vez, as ouvi estalar!

É como dizem... :)
Que bom o cheiro, o som, as cores e o sabor de Outono!

segunda-feira, novembro 03, 2008

Estória de Amor (uma entre tantas)

Um mimo enviado por uma amiga que apenas acrescentou ao texto "Joaninha, achei a tua cara!" ou "achei que eras tu" :) e não é que achei... ou pelo menos pensei: queria ter escrito isto!
Acompanhem a história amorosa... se forem capazes!

Redacção feita por uma aluna de Letras, que obteve a vitória num concurso interno promovido pelo professor da cadeira de Gramática Portuguesa. Há trinta anos atrás!

"Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador.
Um substantivo masculino, com aspecto plural e alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. O artigo, era bem definido, feminino, singular. Ela era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal. Era ingénua, silábica, um pouco átona, um pouco ao contrário dele, que era um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos.
O substantivo até gostou daquela situação; os dois, sozinhos, naquele lugar sem ninguém a ver nem ouvir. E sem perder a oportunidade, começou a insinuar-se, a perguntar, conversar. O artigo feminino deixou as reticências de lado e permitiu-lhe esse pequeno índice.
De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro.
Óptimo, pensou o substantivo; mais um bom motivo para provocar alguns sinónimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeçou a movimentar-se. Só que em vez de descer, sobe e pára exactamente no andar do substantivo.
Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela no seu aposento.
Ligou o fonema e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, suave e relaxante. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela.
Ficaram a conversar, sentados num vocativo, quando ele recomeçou a insinuar-se. Ela foi deixando, ele foi usando o seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo.
Todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo directo.
Começaram a aproximar-se, ela tremendo de vocabulário e ele sentindo o seu ditongo crescente. Abraçaram-se, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples, passaria entre os dois.
Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula.
Ele não perdeu o ritmo e sugeriu-lhe que ela lhe soletrasse no seu apóstrofo. É claro que ela se deixou levar por essas palavras, pois estava totalmente oxítona às vontades dele e foram para o comum de dois géneros.
Ela, totalmente voz passiva. Ele, completamente voz activa. Entre beijos, carícias, parónimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais.
Ficaram uns minutos nessa próclise e ele, com todo o seu predicativo do objecto, tomava a iniciativa. Estavam assim, na posição de primeira e segunda pessoas do singular.
Ela era um perfeito agente da passiva; ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular.
Nisto a porta abriu-se repentinamente.
Era o verbo auxiliar do edifício. Ele tinha percebido tudo e entrou logo a dar conjunções e adjectivos aos dois, os quais se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas.
Mas, ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tónica, ou melhor, subtónica, o verbo auxiliar logo diminuiu os seus advérbios e declarou a sua vontade de se tornar particípio na história. Os dois olharam-se; e viram que isso era preferível, a uma metáfora por todo o edifício.
Que loucura, meu Deus!
Aquilo não era nem comparativo. Era um superlativo absoluto. Foi-se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado aos seus objectos. Foi-se chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo e propondo claramente uma mesóclise-a-trois.
Só que, as condições eram estas:
Enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria no gerúndio do substantivo e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.
O substantivo, vendo que poderia transformar-se num artigo indefinido depois dessa situação e pensando no seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história. Agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, atirou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva."
Fernanda Braga da Cruz


Estarrecida, Margarida! :) Obrigada!

sábado, novembro 01, 2008

"Enquanto não tomarem consciência não se revoltarão, e enquanto não se revoltarem não tomarão consciência."

("Diário de Winston", 1984, George Orwell)

sexta-feira, outubro 31, 2008

iNqUiEtAçÃo

(este tema de José Mario Branco está aqui por tantos e vários motivos:
1 - Por só agora conhecer o tema original;
2 - Pelo concerto esgotado, hoje, que já não vou ver com o meu pai;
3 - Por me ter apaixonado pelo tema na boca do JPSimões;
4 - Por me ter apaixonado pela pessoa que me mostrou JPSimões;
5 - Pela pessoa que me inquietou mas que foi a responsável por me ter apresentado aquele que me iria apresentar JPSimões;
6 - Por ter sido um tema que me foi recentemente lembrado;
7 - Por não me lembrar se alguma vez o "publiquei" aqui, mas que na verdade pensei muitas vezes em fazê-lo;
8 - E pela razão óbvia)

A contas com o bem que tu me fazes
A contas com o mal por que passei
Com tantas guerras que travei
Já não sei fazer as pazes

São flores aos milhões entre ruínas
Meu peito feito campo de batalha
Cada alvorada que me ensinas
Oiro em pó que o vento espalha

Cá dentro inquietação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Ensinas-me fazer tantas perguntas
Na volta das respostas que eu trazia
Quantas promessas eu faria
Se as cumprisse todas juntas

Não largues esta mão no torvelinho
Pois falta sempre pouco para chegar
Eu não meti o barco ao mar
Pra ficar pelo caminho

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que está pra acontecer
Qualquer coisa que eu devia perceber
Porquê, não sei
Porquê, não sei
Porquê, não sei ainda

Cá dentro inqueitação, inquietação
É só inquietação, inquietação
Porquê, não sei
Mas sei
É que não sei ainda

Há sempre qualquer coisa que eu tenho que fazer
Qualquer coisa que eu devia resolver
Porquê, não sei
Mas sei
Que essa coisa é que é linda


A maior razão será porque na esperança de, com tantas guerras que travei, ainda ir a tempo de fazer as pazes.

Comigo.